O microfone possui uma importância muito grande nas comunicações de hoje em dia, possibilitando a transformação da voz humana numa locução, em impulsos elétricos, que serão amplificados pelos equipamentos aos quais ele esteja acoplado.
Daà a relevância de se trabalhar com um microfone de boa qualidade que possa fazer essa captação com a maior fidelidade possÃvel (ajudando na propagação da voz de um locutor o mais próximo possÃvel do seu estado natural).
Como tudo o que diz respeito à eletrônica, nos últimos anos, também os microfones sofreram considerável evolução no seu desenvolvimento, tornando-se muito mais sensÃveis e fiéis na captação dos sons a serem transformados em impulsos elétricos, e possibilitando ao locutor usar mais fortemente, toda a sua potencialidade vocal.
Basicamente, há dois tipos de microfones:
- o multidirecional (ou onidirecional), que capta o som num ãngulo de 360 graus, independente de para onde esteja apontado e, conforme suas especificações técnicas em relação a sensibilidade, deverá ficar mais ou menos próximo da boca do locutor (muito embora a média recomendada de afastamento seja de maiss ou menos um metro de distância) quando a captação for realizada num estúdio, em que seja mÃnima a possibilidade de sons externos que interfiram na gravação.
- E o direcional (ou unidirecional), que vai captar com boa qualidade, o som, apenas de um único ângulo (pela frente), devendo este ficar numa distância aproximada de 10 a 20 centÃmetros da boca do locutor.
Por estar o microfone unidirecional mais próximo da boca do locutor, começamos a ter alguns problemas de ruÃdos não desejáveis para uma boa performance na fala de um texto, sendo o mais grave deles, o "puf" (por ser nossa fala realizada sempre na expiração, o "puf" nada mais é, que uma liberação descontrolada de ar que ocorre normalmente na pronúncia das letras explosivas "P" e "B"), provocando um ruÃdo extremamente desagradável durante a fala.
Esse ruÃdo, hoje em dia, pode perfeitamente ser editado pelos mais completos edditores de áudio por computador quando de uma gravação, Mas tornam muito complicada uma locução ao vivo.
No afã de diminuir essa tendência para o "puf", eu soube de locutores que costumavam fazer leituras de textos diante de uma vela, para ver como estava seu Ãndice de "pufs" durante a fala, ao analisar o comportamento das chamas dessa vela e, a partir da ocilação dessa chama, ou mesmo aos extremos, do seu completo apagamento, buscar com essa análise visual, em tempo real, um maior autocontrole e evitar esse problemático inconveniente.
Claro que hoje os tempos são outros, e já há microfones que amenizam em muito esses impactos, mas eles custam bem caro, e, por várias razões, nem sempre estão disponÃveis para uma locução, principalmente para estúdios de rádios comunitárias (que a gente bem sabe quanta luta empregam pela sobrevivência).
Também é possÃvel virar o microfone um pouquinho de lado, ou colocá-lo logo abaixo da boca (levemente na vertical), para não pegar diretamente o ar que vêm da boca, e isso produz um resultado relativamente bom, sendo muito utilizado para locuções em público.
Dentro de um estúdio, onde não precisemos nos preocupar com as aparências, podemos improvisar um acessório extra para o microfone, que minimiza bem os "pufs" e consiste no seguinte: pegar uma dessas meia-calças de mulher, e prendê-la relativamente esticada num desses suportes redondos de tecer ou bordar (que podem ser encontrados em qualquer loja dee armarinho) e dar um jeito de fixá-lo a frente do microfone, porque ele trata de amortecer bem esses eventuais excessos de liberação de ar durante a fala. Inclusive, já cheguei a ver microfones caros que já vêm com uma telinha dessas adaptada aos mesmos (não lembro bem ao certo, se presa ao próprio microfone, ou ao pedestal em que ele estava). Foi daà que tirei a idéia da adaptação que indiquei acima.
Mas o locutor também tem outros ruÃdos estranhos à locução com o que se preocupar durante a fala, procurando ter uma respiração suave e não ruidosa, evitando a todo custo (principalmente mascar chiclet) e comer ou beber durante uma seção de locução (até porque, refrigerantes, sucos, cervejas, costumam causar sensÃveis alterações na qualidade da voz, além de suas temperaturas correrem o risco de causar choques térmicos na garganta e, pequenos detritos de comida provocarem engasgos que muito vão prejudicar um locutor). O profissional da fala também deverá se esforçar para evitar diante de um microfone, pigarros, toces, etc…
Sempre que for começar um novo dia de trabalho, o locutor deverá fazer testes com o microfone (sua principal ferramenta de trabalho), para não deixar passar desapercebido algum defeito nos cabos, o que pode provocar ruÃdos desagradáveis ou ainda cortes e, mesmo verificar o próprio microfone, o que evitará dissabores de última hora.
Durante a sua atuação, estar sempre atento para não esquecer o microfone aberto durante uma passagem de música ou comerciais, para não cometer a gafe de , desapercebidamente fazer algum comentário que não esteja diretamente relacionado à sua locução (e numa dessas, já houve casos até de irem ao ar palavrões, ditos numa conversa descontraÃda de bastidores, aparentemente em off.
por fim, para escolher um microfone quando isso estiver por conta do locutor, deve-se pesquisar muito, conversar com amigos da área, para se optar pelo melhor custo benefÃcio, muito embora seja praticamente certo que, um bom microfone terá um custo não muito baixo.
