Ao contrário de algumas correntes que tentam diferenciar um podcast de um audioblog pelo detalhe de este último não possuir um Feedpara distribuição de suas atualizações, defendo a tese de que um audioblog pode sim, ter também, um arquivo XML associado a ele (com suas vantagens e desvantagens em relação ao formato Podcast), para que possa ser adicionado a um leitor de RSS, ou a um gerenciador de podcasts (com algum diferencial, claro, nos recursos que podemos usar deste último).
Desde que Adam Curry, (ex-VJ da MTV) desenvolveu o primeiro agregador de Podcast em applescript, difundindo o código pela Internet, para que outros programadores pudessem ajudar na melhoria do mesmo, ganhava vida própria o Podcast (uma mescla de iPod (o tocador digital da Apple) com "broadcast", que se refere {a transmissão de rádio e TV no idioma inglês, tendo sido citado pela primeira vez, num artigo do jornalista Ben Hammersley no The Guardian (muito embora, naquele momento, não se referisse a transmissão com associação a feeds para RSS – Really Simple Syndication, criado em 1997 por Dave Winer – sistema que se baseia em arquivos xml (Extensible Markup Language) para a nnotificação aos assinantes do feed, sobre novas atualizações do mesmo), o que só aconteceu, em setembro de 2004, quando Dannie Gregoire descreveu o formato utilizado por Adam Curry, e, mais praticamente falando, quando Dave Winer incluiu no RSS 2.0, o enclosure (Naquele momento, um novo elemento na construção de um código XML).
Ainda não consegui saber de quando dataria a idéia de se colocar playlists de arquivos de áudio, disponÃveis na Internet, mas tenho certeza de que isso é anterior a chegada dos Podcasts.
Num paÃs subdesenvolvido como é o nosso, em que a simples inclusão digital ainda é bastante pequena, menor ainda será o número de pessoas que possam contar com um aparelho com grande capacidade de armazenar dados (o que é o caso do iPod), o que pode trazer questionamentos quanto à macificação desse formato por aqui. Então pensei em produzir um audioblog, fazendo a associação do mesmo a um arquivo XML, que permitisse a meus ouvintes em potencial, a alternativa de assinar o Fid para receber no seu leitor de notÃcias ou agregador de Podcasts, as notificações de minhas atualizações.
Testei com alguns leitores de RSS e com alguns gerenciadores de Podcasts, e gostei do resultado, encontrando nesses últimos, a desvantagem de não conseguir ouvir ou baixar, por ser somente uma Playlist e não seguir sequer, o formato mp3. mas, pelo que percebi, é possÃvel ficar sabendo de attualizações e, nos leitores de notÃcias que testei, executar as Playlists com o tocador padrão para o tipo de arquivo em causa.
Visto que tive a idéia de associar o audioblog a um Feed, o que tornou o sistema de atualização relativamente equiparado, tanto no podcast, quanto no Audioblog, posso comentar um pouco, sobre o que considero vantagem e/ou desvantagem, num e noutro formato.
Como disse acima, o fato de estarmos num paÃs subdesenvolvido, em que os tocadores de mp3 com grande capacidade são adquiridos por poucos, tira um pouco do mérito do podcast (pelo menos na minha opinião); mas posso dizer em seu abono que, o benefÃcio de quem tenha as condições, poder ouvir seus programas favoritos onde e quando quiser, constitui um ponto insuperável! Mas, ainda assim, tem a desvvantagem de o ouvinte ficar bastante limitado para grandes saltos na navegação pelo conteúdo, principalmente quando está ouvindo em Streaming, onde só aparecem os botões de play, pause e stop até porque, os programas são gravados como um todo, o que inviabilizaria a navegação por tópicos.
SensÃveis a essa lacuna, alguns produtores têm experimentado também, o formato ACplus, mas esse formato é bastante restrito, por estar atrelado quase que somente ao tocador Winamp.
Já os audioblogs a partir de playlists para os tocadores mais populares, são vários arquivos de áudio, que podem seguir o formato .wma, .mp3, .ogg, entre outros, listados um por linha, num documento de texto, que é salvo com a extensão .m3u (a mais popular, suportada pelo maior número de players de áudio), permitindo absoluto controle por parte do ouvinte sobre a navegação entre os tópicos (desde que os arquivos sejam separados levando-se em conta essa organização), pois a maioria dos tocadores possuem botões ou atalhos para se avançar ou retroceder entre as faixas a serem executadas.
Sua principal desvantagem reside no fato de que, para ouvir uma playlist, faz-se necessário estar online, o que nem sempre é possivel. Mesmo assim, o produtor de um audioblog pode colocar um arquivo zip (que pode ser descompactado até mesmo a partir de um dos utilitários que acompanham o Windows XP, ou através de vários aplicativos gratuitos) contendo seus arquivos de áudio.
Se assim não for, o ouvinte ainda pode baixar o arquivo m3u, clicando com o direito do mause em cima do link, e procurando pela opção salvar destino como.. Feito isso, basta clicar com o direito do mause sobre a playlist, ir em abrir com, selecionar o bloco de notas, e pegar os endereços completos para baixar cada arquivo em separado. Isso parece um pouquinho complicado, mas na prática, é bastante simples de se fazer, e, se o conteúdo em causa for mesmo interessante, vale a pena esse quase nada de esforço extra.
Quanto ao resto, mesmo sabendo que, tanto um formato quanto o outro, trazem consigo, além da democratização que dá oportunidades quase iguais para todos, o grande diferencial da experimentação, com espaço aberto inclusive para amadores, creio que no futuro, tanto o audioblog, quanto o podcast, passarão por uma espécie de seleção natural, em que sobreviverão os que forem produzidos com maior qualidade (de áudio e de conteúdo) primando pela abundância de criatividade.
para incrementarem essas produções, os podcasters e os audioblogueiros, contam com uma incrÃvel ferramenta, chamada podsafe Music, que disponibiliza gravações de muito boa qualidade em creative comons client, com licenças gratuitas para utilização não comercial, desde que sejam atribuÃdos os devidos créditos de autoria e execução, pela simples divulgação do material, numa troca em que todos saem ganhando um pouco.
