Se a voz Humana é a ferramenta pela qual um locutor consegue exercer sua profissão, a comunicação é o meio pelo qual o locutor vai atingir (ou não), os seus ouvintes, dependendo isso de vários fatores, alguns deles, relacionados às qualidades do locutor / comunicador.
é sobre algumas dicas para uma boa comunicação que vou falar neste post.
Para que haja a comunicação (boa ou ruim), são necessários três fatores bem exatos:
- A produção dos sons, para que, através deles, possa ser produzida uma mensagem;
- A transmmissão desses sons através da voz humana, ampliada pelo veÃculo de comunicação; O recebimento desses sons através da audição, e seu processamento pelo ouvinte>
Sem esses três elementos, não se realiza a comunicação>
As primeiras notÃcias que tive, de que se poderia melhorar a qualidade da comunicação pelo exercÃcio, numa busca constante de se realizar com maior maestria essa arte, recebi-as ainda no curso primário, numa aula de português, onde minha professora discorria sobre as formas de discurso, quando veio à baila a retórica dos filósofos gregos.
A retórica busca convencer uma audiência pela argumentação, independente de ser verossÃmel ou não a idéia a ser comunicada.
Um locutor comercial, quando precisa vender algum produto, terá dee levar em conta essa máxima, muito embora só possa contar com a possibilidade de deixar implÃcita essa argumentação (até porque não dispõem do mesmo tempo que os filósofos gregos, para disfrutar de sua retórica.
Contava essa minha professora, que alguns filósofos gregos, na busca por um maior aperfeiçoamento na arte da retórica para uma mais proveitosa argumentação, ficavam horas e horas em frente ao mar, falando comtra as ondas, para conquistar uma voz mais encorpada e sonante.
pois essa minha professora chegou a contar que houvera algum filósofo que chegara a fazer exercÃcios de oratória com pedrinhas na boca, para melhorar sua dicção. Na verdade, eu nunca encontrei referência a isso em outra parte que, naquela aula de português, mas sempre acreditei que ela houvesse lido tal informação em algum lugar.
O que importa para nós sabermos, é que, com um esforço continuado, principalmente abalizado por técnicas já experimentadas por outros, ou com a assistência de um profissional especialmente preparado para esse fim, é possÃvel uma melhoria acentuada na maneira pela qual nos comunicamos, tanto no aperfeiçoamento de uma fala por improviso, quanto, na leitura de um texto qualquer; e um locutor deve sempre levar isso em conta, durante sua carreira.
Nessa busca pela melhoria, alguns detalhes tornam-se muito importantes:
- um locutor precisa dominar pelo menos superficialmente o assunto sobre o qual vai falar, para que não diga coisas descabidas.
- A linguagem deve ser o mais coloquial possÃvel, porque o locutor estará falando para pessoas e não para marcianos, e, quanto mais ele se aproximar do jeito com o qual seus ouvintes se comunicam no dia a dia, mais simpático ele será para a sua audiência (claro que isso não significa que ele deva fugir totalmente à s observâncias das regras de um português corretamente falado).
- Ler jornais e revistas, ouvir rádio, em fim, estar bem informado sobre os assuntos mais badalados no momento, dá um bom dinamismo à comunicação.
- quando trabalhar com programas onde sejam falados muitos nomes estrangeiros, procurar ouvir alguém pronunciando corretamente essas palavras (quando para noticiários, ouça alguma rádio de caráter nacional, que certamente terá a oportunidade desse aprendizado, mas, quando se tratar de música, a maioria delas tem o seu nome cantado durante sua execução, e, com um pouquinho de atenção, é bem possÃvel alcançar esse progresso.
Principalmente para quém fala muito em público, mas, válido para qualquer pessoa que pense em trabalhar com comunicação, é muito interessante falar em frente a um espelho, para perceber o comportamento da musculatura do rosto durante a fala.
Algumas pessoas chegam a fazer verdadeiras caretas enquanto falam, principalmente quando querem falar mais articuladamente.
Ficar nervoso ou ter um pouco de medo ao falar em público ou diante de um microfone, é relativamente natural, e conforme se vai praticando, essas emoções passam a deixar de incomodar.
Especificamente para uma boa locução diante de um microfone, o comunicador deve se imaginar falando para um interlocutor que esteja bem em sua frente.
Antigamente, isso era um pouco mais fácil, porque o locutor sempre contava com um técnico de áudio, com o qual era bem fácil simular um diálogo franco e aberto, o que ajudava bastante na manutenção do diálogo bem construÃdo com sua audiência.
nas rádios modernas, em que o locutor fica quase sempre sozinho no estúdio, deve haver um esforço muito maior do comunicador para encontrar o fio da meada, na concretização de um diálogo sincero com seus ouvintes.
Já ouvi de locutores, que quando num estúdio no papel de comunicadores, imaginavam um amigo, um parente, uma pessoa com quém tivessem bastante afinidade, para dar mais verossimilhança ao diálogo estabelecido, mas cada um deve procurar seu caminho para conquistar essa qualidade, e isso pode ser um aprendizado de anos e anos de estrada no exercÃcio da profissão.
Nesse caso, as rádios comunitárias podem ser um bom instrumento para o crescimento profissional de cada um de nós.
Porque nas rádios comunitárias teremos a grande chanse de experimentar e experimentar, oportunidade que, dificilmente encontraremos numa rádio comercial
para concluir, qualquer pessoa que aspire a conquistar um posto enquanto comunicador, deve levar em conta todas essas questões, para alcançar um bom resultado na concretização do progresso enquanto comunicador.
